2012: O ano profetizado às mudanças

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Mais um ano novo, e como sempre, temos os velhos desejos, recebemos as velhas mensagens de paz, alegria, saúde, etc. Num paradoxo cômico, começamos o ano novo com pensamentos velhos. Não surpreendente fosse se esse texto repetisse palavras antigas, uma espécie de cópia de texto já tão batido no milênio passado. Mas vamos pensar um pouco diferente, não que eu queira desejar o inverso do consensual, mas vamos ponderar sobre a visão cíclica e quão pode ser assustador essa mudança de ano que presenciamos. 
Ciclo, palavra essa que pode soar estranho para o ouvido de muitos, podemos tê-lo apenas como uma visão abstrata de tempo, afinal, todo ano começa em janeiro e termina em dezembro, isso é um ciclo, como são os ciclos das estações do ano. Porém, apesar de vivermos em eterno ciclo o que mais predomina no pensamento coletivo é o tempo linear, ou seja, começamos nossa contagem com o nascimento de Cristo, e inevitavelmente esperamos um fim, que se dará com sua volta, o que na bíblia está descrito como o “Apocalipse”. 
E é nesse convergir de noções de tempo que faz 2012 ser temido, principalmente por se dá o fim do quinto e último ciclo do calendário de uma civilização perdida, a civilização Maia. Pode parecer absurdo, mas tal fim de ciclo, que se dará no dia 21 de dezembro de 2012, coincide com um raro alinhamento cósmico, sem contar com o a aumento das explosões solares entre outras coincidências que fazem com que conspiracionistas e místicos do mundo temer o fim do tempos, 2012, para eles, pode ser o fim para raça humana. 
Porém, não querendo aterrorizar o leitor, muito menos coadunar e respaldar com tais teorias, prefiro focar nos ciclos e o que ele pode significar nesse ano. Como disse, o calendário Maia é cíclico, logo não prevê um fim do mundo, mas, um novo recomeço. Pensar nas coisas como cíclicas não é típico do pensamento ocidental, afinal, isso seria negar a morte, seria negar o nosso dia a dia, a busca pelo melhor, pelo progresso, pelo futuro. Por fim, só cremos no melhor quando há uma linha contínua e crescente de realidade. 
Vivemos em ciclos, mesmo que isso seja difícil de compreender. E cada reinício presenciamos a queda do antigo, vemos o que é sólido se desmanchar no ar. Porém, a mudança nem sempre se configura uma melhora, numa visão cíclica essa noção de melhor e mais avançado não faz sentido, porém é indubitável que todos os impérios caíram para o início de outros. Não será diferente de tudo que conhecemos na sociedade. Enfim, 2012, como todo ano, pode significar um marco de uma nova mudança, não sei se por coincidência, mas nesse ano, no Brasil, temos eleições, mudanças realmente podem estar por vim, impérios e grupos novamente podem cair.

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão

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A educação é a principal arma contra a corrupção

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A luta contra a corrupção é um dos principais objetivos do governo da presidente Dilma, a todo o momento vemos a queda de Ministros, e o pior, a situação banal que tal espetáculo acaba se tornando. Parece que o sentimento ético anda meio disperso, o povo assiste a tudo bestializado e com o velho sentimento de incapacidade diante dos donos do poder. Mas é possível mudar isso? Melhor acreditar que sim, basta atitude do governo, que se diz defensor da “ética”, em investir no lugar certo. 

Primeiramente, é válido ressaltar que não adianta cobrarmos dos nossos governantes os que nós mesmos não seguimos, agir eticamente no dia a dia é primordial, só conseguimos repudiar aquilo que jamais fazemos e que não temos coragem de fazer, ser honesto, e evitar o chamado “jeitinho brasileiro” seria o ideal. É dever de toda pessoa agir a partir de princípios que possam se tornar universal, ou seja, façam aquilo que todos possam fazer sem prejuízo a outrem como, de certa forma, pensava Kant, importante filósofo alemão, em seu imperativo categórico. 

Quando a atitude desonesta se generaliza sob o lema de “jeitinho brasileiro” é difícil vermos algum tipo reação repulsiva a tais atos de corrupção que afetam o poder público, principalmente em seu alto escalão. Contudo, generalizar e jogar a culpa da inércia geral apenas para a população seria um grande erro, prefiro acreditar no velho pensamento platônico que quando uma pessoa conhece o bem, o belo e o justo, jamais deseja seus contrários. É preciso que o Estado brasileiro priorize a Educação dos seus cidadãos. Ainda temos uma grande parcela da população que vive na obscuridade do conhecimento, não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade. 

Seria bom que a TV servisse de instrumento de inclusão, mas a manipulação sob ela dos “donos do capital” não favorece tal situação. Então, o que resta, e é por excelência o principal, é a melhoria da educação. Está em pauta à discussão em todo o Brasil sobre a possibilidade de aumentar os recursos destinados à educação, que hoje é menos de 5%, para 10% do PIB. O aumento dos investimentos em educação é um primeiro e grande passo para uma melhoria substancial da conscientização da população que, como consequência, escolherá melhor seus governantes, além de exigir com mais eficiência. Para tal, é preciso que todos pressionem juntos a fim alcançarmos essa meta, afinal, apenas políticos corruptos não veem com bons olhos tal prioridade a educação.

Globo x Record, e o duelo no Pan-Americano

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Há tempos a disputa entre a rede Globo e a Record vem se acirrando: de um lado a emissora que cresceu e se fortaleceu sob a égide da ditadura militar; do outro a emissora que tem como proprietário o Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal. A Globo sempre manteve a hegemonia, e de certa forma, o monopólio na transmissão de esportes, o Brasileirão é o exemplo clássico, porém, a Record aos poucos vem tentando se intrometer, e é nesse convergir de interesses que os telespectadores perdem no que convém ao acesso de conteúdo. A começar pelo caso “Pan-Americano”, onde recentemente a tevê de Macedo conseguiu se sobressair em relação a “toda poderosa” que revidou com omissão. 

Quem assiste a Globo tem a sensação que os jogos Pan-Americanos de Guadalajara são coisas de outro planeta, ou pior, nem sabe que tais jogos estão acontecendo e que muitos brasileiros estão ganhando inúmeras medalhas, antes mesmo de eu começar a escrever esse texto o Brasil já se encontrava em segundo no quadro de medalhas, com 49 no total, sendo 17 de ouro. Enquanto isso a emissora Global omite as notícias do PAN, numa tentativa desesperada e de conter a audiência de sua rival. 

Há quem pense o contrário, mas tal disputa é uma covardia contra a população brasileira. O que vemos é uma manipulação barata que coloca na frente de tudo, não a função social e ideal que deveria ser a concessão pública da TV aberta, mas a vontade mesquinha de pequenos grupos que se utilizam desse meio de informação em massa na tentativa de manipular a população. A rede Record e a Globo monopolizam e brigam entre si, porém o que é evidente é o interesse final: visam possuir o máximo possível de telespectadores e dessa forma modelar as informações que cada um deve receber. 

Certo que de qualquer forma é improvável não haver modelagem nas informações transmitidas, mas o ponto que TV aberta brasileira está chegando é no mínimo lamentável. Ocultar, disfarçar ou maquiar informações é uma especialização adquirida pela rede Globo desde tempos ditatoriais, e que vem sendo aplicada lamentavelmente com os jogos Pan-Americanos.
(Esse texto será divulgado no Jornal Correio do Mês)

O petróleo e as relações internacionais

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No dia 29 de setembro comemora-se o dia mundial do petróleo, aparentemente é uma data comemorativa supérflua e que nada muda em nosso dia-a-dia. Tudo bem, comemorar esse dia seria uma tolice, entretanto, poderíamos usá-lo como pretexto para uma análise profunda dos efeitos que esse combustível tem nas relações de poder mundial. Afinal, o petróleo é, indubitavelmente, a base propulsora do desenvolvimento da sociedade como conhecemos hoje. 

11 de setembro de 2001, um ataque terrorista a maior potência econômica do mundo marca a história do ocidente. Porém, o que isso tem haver com o petróleo? Nada, numa visão restrita do fato, porém considerando os motivos que levaram a uma organização fundamentalista ao ataque vemos sempre como pano de fundo a disputa pelo petróleo, principalmente por causa intervenção norte-americana nas regiões petrolíferas do oriente. 

O petróleo trouxe avanços, mas também a destruição e a guerra. Não é de se espantar que logo após os atentados de 11 de setembro George W. Bush declarou a chamada “guerra ao terror” que estrategicamente, dominou o Afeganistão, principal rota de escoamento do petróleo e o Iraque, um dos maiores possuidores de reservas do mundo. 

Hoje, acompanhamos amplamente a revolução da Líbia, entretanto poucos se dão conta que se tal revolução ocorresse em outro país que não possuísse a riqueza petrolífera que a Líbia possui, provavelmente pouco se ouviria falar, muito menos haveria uma dispendiosa intervenção da OTAN. 

O Brasil, com a descoberta das reservas do pré-sal, mostra-se futuro grande produtor, o que, com certeza desperta interesses das grandes potências, o próprio candidato a presidência, José Serra, segundo o WikiLeaks, havia prometido a pretoleiras ianque, que caso ele ganhasse, haveria mudanças nas regras da exploração do pré-sal. Demonstrando assim, o seu evidente interesse de favorecer a exploração norte-americana. 

O petróleo é um grande catalisador das relações de poder internacional. Em busca desse bem precioso as potências não medem esforços e muitas vezes desconsideram o valor da vida. O lado negro do petróleo não está só na aparência da substância, mas nas relações que se escondem por traz do seu valor. No dia do petróleo, infelizmente temos mais o que lamentar do que comemorar.