Há poucos anos os sonhos corriam soltos nos quatro cantos do país, a ideia de construir uma sociedade melhor e mais justa estava no coração de muitos estudantes e políticos, no entanto, hoje, as coisas parecem estar mudando. Em todos os noticiários vemos exaustivamente as sucintas notícias de corrupções se repetirem e se alastrarem criando um estereótipo ridículo dos políticos brasileiros. “Só têm ladrões”,“ Nenhum presta” essas são as famas adquiridas, nisso aos poucos a vontade de mudança vai desfalecendo.
Hoje não faz sentido, para muitos, verem na política a semente da mudança, afinal, políticos que pareciam a esperança acabam se entregando a ignota opção de apoiar antigos adversários com finalidades de manter uma governabilidade cega ou conseguir apoio para uma futura eleição ou reeleição. Não faz sentido perder a moral, passar por cima de valores éticos ou abandonar antigos aliados por causa de um apoio político que não vale a força que parece ter. Porém os partidos brasileiros não percebem isso e acabam caindo em erros pueris.
O Quarto poder Midiático se aproveita da situação para dá continuidade o que começaram na época da ditadura. A despolitização do povo. Primeiramente fizeram com que o amor pelo futebol se tornasse uma prioridade maior que o amor político, na qual antes, no período populista de Getúlio a Jango estava arraigado no coração de muitos brasileiros. Hoje usam de resumos e repetições de fatos, algumas vezes sem objetivo algum, para causar indignação à população, entretanto não há mais aquela incitação para que o povo vá à rua exigir alguma mudança, como na época de Collor. O objetivo é simples: A população deve esquecer de vez a política, deve ter apenas o trabalho de ir votar, devem se desiludir passar a ter certeza que nunca nada vai mudar.
Isso é muito bom para aumentar o poder dos meios de comunicações, afinal uma população politizada é uma que escolhe e critica; caso contrário, uma população despolitizada torna-se passiva e aberta a aceitar todas as idéias provenientes dela. E isso faz com que aumentem a audiência e o controle ideológico criando uma sociedade conservadora sobre os pés dos seus interesses. Se Fukuyama vivesse no Brasil diria com convicção que ele estava certo e que realmente estamos vivenciando o inicio do Fim da História. .

