domingo, 8 de novembro de 2009

O Deus do Novo Milênio exige proteção

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Diante de tantos paradigmas da sociedade moderna, criada e modificada por tantos homens e mulheres, depois de tantos discursos fervorosos, tantas lutas, tantos mártires, tantas crises, tantos amores e tantas mortes. Depois de o mundo tremer diante de uma crise mundial que quase levou a sociedade a um colapso e um aniquilamento atômico. Depois de tantos os tantos, depois de uma era de extremas verdades, de utópicos sonhos, de reacionárias defesas. Chega à vez do Deus criador do ser humano exigir novamente respeito, ameaçando-nos com catástrofes. Problema esse nada ideológico que uma simples vigília possa resolver. Chega a sua vez, mas dessa vez coloca em cheque a vida de milhões de pessoas independente da classe social ou religião.


Quem acha que esse Deus é a imagem e semelhança do ser humano ou aquele Deus bondoso que sabe impor suas regras ideológicas e a única coisa que deseja é um cidadão moralizado o suficiente para seguir um monte de besteira está muito enganado. Esse Deus não pensa nem manipula, apenas obedece ao um sistema natural que reage impiedosamente com aqueles que quebram as normas. Na verdade, falo de uma Deusa, a Deusa Terra ou Natureza. Todos os Deuses criados pelo ser humano na antiguidade foram na verdade para tentar explicar e controlar os fenômenos naturais. Eram na verdade deuses psicológicos que protegiam os seres humanos. Hoje a situação é outra, os Deuses psicológicos caíram em terra, e apenas a Deusa Terra é que prevalece, foi ela realmente que criou e alimentou o ser humano, mas agora o ser humano exige demais dela quebrando todo seu sistema milenar de funcionamento.


A todo o momento vemos nos meios de comunicações as atrocidades cometidas pelo ser humano contra a natureza. São queimadas, cortes ilegais de árvores, um número assombroso de CO² lançados na atmosfera e lixo poluindo o solo, os rios etc. Tudo amplamente divulgado que chega, muitas vezes, a se tornar algo comum para algumas pessoas. Elas veem tudo aquilo se repetir e passam a se acostumar, achando que tudo isso é inevitável, que cada vez se tenta acabar com algo eis surge outro e da continuidade. Até que então chega o reflexo que milhares sentem todo o ano. São tempestades, furacões, mares invadindo a terra etc. Deixando milhares de desabrigados e famintos. Anos após anos o numero só faz aumentar.


É preciso que a população acorde para uma nova luta. Uma revolução no modo de produção e consumo se faz urgente. Antes se pensava que aumentando a produção desenfreadamente tiraria a população mundial da miséria, porém hoje está claro que o aumento da produção traz cada vez mais desigualdade e destruição ambiental, precisamos rever nosso modo de distribuição e não construir uma sociedade volta exclusivamente ao consumo, e sim uma sociedade em que todos tenham o acesso aos bens produzidos e que esse aumente gradualmente de forma sustentável.


A Deusa terra continua mantendo a vida na terra, porém precisamos saber proteje-la, para quem um dia nossos filhos e netos possam viver em um ambiente mais saudável ou que nossa geração não seja aniquilada pelas forças sem precedentes da natureza que tem seu sistema corrompido.



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

No Limiar da Eternidade

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"Quero fazer desenhos que emocione algumas pessoas” escreveu Vincent

Não sei se há um método especifico para apreciar uma obra de arte, mas essa figura denominada No Limiar da Eternidade feita por Vincent Van Gogh, artista Holandês, em 1882 emociona e ao mesmo tempo intriga.

Um senhor com as mãos no rosto... Está triste, chorando desesperadamente ou enfurecido? Ou quem sabe aborrecido? Pode está pensando, imaginando a eternidade, por que não? Parece também está sofrendo, doente e com fome talvez? Se doente e com fome, pode está aí representado o atual momento do autor, uma fome que parece eterna...

Quando sofremos os minutos realmente parece ser eternos. Talvez isso explicasse o título da Obra?

Pode ser também a representação de Vincent, imaginando sua obra ser esquecida, tácita e para sempre nos meandros da eternidade.