O frio sopra um vento de canções fúnebres e faz arrepiar até o último pelo do corpo. Tudo parece harmonicamente mais lento, tudo para, como assim para o vento. Para sempre, para agora, para sem acento. No inverno tudo para, para agora e prossegue devagar. Minhas palavras param de querer pronunciar algo lento como assim são elas no momento. Sonolento, ao relento tudo para. No calor do cobertor para. Para sempre, para agora, para daqui a pouco.
Um silêncio , um adeus, ó palavras sem sentido, ó palavras que me deixa sentido, assentido, iludido. Assim acontece, amanhece a ação e a aliteração. O frio pode ser uma coisa boa, a gramática enjoa e o sonho voa, além, bem além, mas aquém, perto do coração. Um dia tive um sonho que para você sempre. O vento agora termina seu som que para sem acento, para atento, apenas para... Pararei agora, lento e devagar, devagar e lento, seguindo a harmonia do vento. Sem direção, sem ação, sem aliteração. De forma pragmática, sistemática, sem seguir a gramática.


8 comentários, participe!:
Oi querido,
Lindo...com ou sem acento, você é demais!
Beijão.
Obrigado querida amiga Beth!!!
Beijão! :D
Que bonito, Welber! Palavras bem colocadas, transmitindo uma bela mensagem. Meu parecer é que você será um bom escritor, um poeta, um dramaturgo, quem sabe?!
Abraços,
Yolanda
Quem sabe heim Yolanda?
Se tiver que ser, buscarei para que seja.
Obrigado pelo comentário
Abraços,
Muito bom esse post!
Cheio de metáforas e algumas aliterações. E sim, "o vento para sem acento"!Tava inpirado, hein?! Hehe!
Bye!
Hehe!
Obrigado Mari!!
Ainda bem que gostou xD!
Abraços
"Bom texto, gostei."
Vagner Oliveira
Obrigado Vagner,
Volte sempre!!
Abraços
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