A música e o cérebro: Qual a razão para existência da Música?

imagem retirada da internet
O vibrante crescente de uma orquestra pode nos encher de lágrimas ou provocar arrepios na espinha. A música de fundo adiciona emoção aos filmes. A torcida vibra com o hino de seu time. Os pais cantam suaves cantigas para acalmar seus bebês. 

Esse apego tem raízes profundas: fazemos música desde o alvorecer da cultura. Todas as sociedades conhecidas do mundo tinham ou tem algum tipo de música. 

Eis ai um intrigante mistério biológico: por que a música é tão difundida e importante para nós? Será que seu aparecimento incrementou de alguma forma a sobrevivência humana, promovendo, por exemplo, as coesões sociais em grupos que haviam ficado grandes demais, como sugerem alguns pesquisadores? 

Os neurocientistas ainda não têm respostas definitivas. Mas nos últimos anos eles têm compreendido melhor onde e como a música é processada no cérebro, o que poderia abrir caminho para respostas sobre questões relativas à evolução. Tanto estudos de pacientes com danos cerebrais quanto imagens feitas do cérebro de indivíduos normais revelaram que não existe um “centro" especializado para a música no cérebro. Na verdade, a música ocupa muitas áreas, incluindo aquelas que normalmente estão envolvidas em outros tipos de cognição. As áreas ativas variam de acordo com a experiência individual e o treinamento musical de cada pessoa. 

Mesmo quando o som não está presente, podemos “escutá-lo" por meio da memória. Verificou-se que muitas áreas cerebrais envolvidas com a audição das melodias eram ativadas mesmo quando elas eram só imaginadas. Algumas pesquisas acrescentaram pistas sobre o modo como a música evoca prazer. Quando eram escaneados cérebros de músicos que tinham arrepios de euforia ao ouvir uma peça, descobriu-se que a música ativava alguns dos mesmos sistemas de recompensa estimulados, por exemplo, pela comida. 

Em termos gerais, as descobertas feitas até o momento indicam que a música tem base biológica e que o cérebro tem organização funcional para ela. Parece bem claro, mesmo nesse estágio inicial de investigação, que muitas regiões cerebrais participam de aspectos específicos do processamento musical, seja apoiando a percepção (como na apreensão da melodia), seja provocando reações emocionais. Com o avanço das pesquisas sobre a música e o cérebro, podemos ter a esperança de compreender melhor a música e as razões de sua existência. 

Adaptado de: WEINBERGER, Norman M. A música e o cérebro.
Scientific American, ano 3, n. 31. dezembro de 2004, p. 76-83

4 comentários, participe!:

vidarealdasam disse...

Olá !!

Muito bom o artigo ! Obrigada por compartilhar !
Acho muito interessante estes estudos sobre o efeito da música em nossos cérebros !
Um vez eu li algo parecido com o que foi mencionado aqui, que uma certa área ativada pela música tenta adivinhar o próximo acorde e quando acerta, a mente descarrega uma substância que traz satisfação como recompensa. Por isso quanto mais a música se torna familiar, ou é mais previsível, mais "recompensas" o cérebro recebe e isso gera bem estar !
Adorei o post !
Grande abraço !

R149 3o75s disse...

Hooooooooooow R U doing,meu bródi Welber,blz? Ótima sua abordagem,como sempre;parabéns! Ahhhgora vou dar uma malhadazinha básica no Placar do Jogo Ciência X Natureza:Pesquisas Fuça Clube 1, Mistérios Cabula 4
e botando na roda,dando olé...
Então,já diziam os sumérios e antigos egípcios, que toda matéria é música em estado sólido ou seja;tudo que existe no Universo, vibra em determinado timbre,
uma nota própria,desde os inquietos e tresloucados átomos,até baitas planetas em órbita de "estrelas diapasão",produzem sons numa escala que,infeliz e naturalmente,nossos ouvidos de mercador não captam.(e nem deveriam) Dando um salto e pulando muita coisa que gostaria de dizer aqui,finalizo com uma pergunta: Por quê se consegue quebrar uma taça de cristal com um som agudo? Ahhhh,meu bródin,dizem fontes não confiáveis, que o Tio Sam trabalha em armamentos que identificam a frequencia e fazem vibrar na mesma "nota" e tão alto o timbre de "corpos inanimados",que acabam por despedaçá-los... Quem aí se lembra daquela história bíblica que fala sobre umas tais Muralhas de Jericó? Pois é... Fui!

Mi reabilite disse...

De um jeito ou de outro estamos ligados a música seja no fazer prático ou apreciativo. A música mexe coma nossa estrutura biológica nunca duvidei disso!

blogpaedia.com.br disse...

É interessante ressaltar que, se o mero ato de ouvir já mexe com uma imensa estrutura cerebral, imagina estudar e tocar música? Esta é a experiência que vivencio diariamente no estudo de piano, por falar nisto, daqui a pouco começa a sessão.

Postar um comentário

Vamos lá, comente! Críticas, opiniões e sugestões são bem vindos. Ajude a manter o Blog, seu comentário contribui para a construção deste espaço.

Todos comentários serão aceitos contanto que não contenham ofensas, spam ou qualquer mensagem de cunho pejorativo.

Os comentários não necessariamente representam a opinião do autor do blog.