Dinossauros: a Era dos Répteis

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Imagine um meteorito de 10 km de diâmetro chocando-se com a Terra a uma velocidade aproximada de 70 mil km/h. O colossal impacto superior à megatonagem de todas as armas nucleares do mundo, seria capaz de gerar incêndios generalizados em toda a Terra, além de ondas gigantescas nos mares que varreriam as costas continentais; originaria também a formação de imensas nuvens de poeira que, em suspensão na atmosfera, bloqueariam durante alguns anos a adequada penetração de luz. Nesse cenário desolador, a temperatura média da Terra seria drasticamente reduzida, a fotossíntese praticamente anulada e, em consequência, entraria em ruptura a maior parte das cadeias alimentares existentes.

O resumido relato acima constitui uma das hipóteses mais aceitas atualmente para explicar a extinção das inúmeras populações de dinossauros e de milhares de populações de outros seres vivos há cerca de 65 milhões de anos.

Pesquisas diversas revelaram que muita gente dispõe de pouca informação sobre os dinossauros, supondo mesmo que esses animais teriam convivido com os seres humanos pré-históricos. Na verdade, seres humanos e dinossauros jamais se encontraram.

Os dinossauros surgiram há mais ou menos 225 milhões de anos, durante o período Triássico, na era  Mesozóica, numa época em que o clima predominantemente ameno e as chuvas abundantes contribuíram para o desenvolvimento das primeiras florestas, constituídas basicamente por pteridófitas e gimnospermas; nas pradarias, pântanos e florestas viviam, entre outros, animais como rãs, sapos, lagartixas, crocodilos e jacarés. Os dinossauros "dominaram" o planeta durante milhões de anos e de maneira tão absoluta que a era Mesozóica ficou também conhecida como a Era dos Répteis. Desapareceram, porém, deixando fósseis diversos como único vestígio de sua jornada na Terra. O Homo sapiens só foi aparecer na Terra dezenas de milhões de anos depois.

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Exibindo uma notável diversidade de formas, os dinossauros compreendiam animais bípedes, quadrúpedes, herbívoros, carnívoros, com ou sem dentes, de tamanho, aspecto e peso extremamente variáveis. O trabalho dos paleontólogos permitiu classificar os dinossauros em dois grandes grupos: salrísquios e ornitísquios.

Os saurísquios foram assim denominados porque a maneira como os ossos da bacia estavam estruturados lembrava a dos répteis atuais. Já os ornitísquios apresentavam na bacia uma configuração óssea muito semelhante à das aves.

Dos saurísquios, destacam-se três espécies: o gigantesco apatossauro (antes conhecido como brontossauro), formidável animal quadrúpede e herbívoro, com cerca de 30 toneladas de peso; o tiranossauro, bípede e carnfvoro, com aproximadamente 6 toneladas de peso; o celurossauro, que fugia bastante dessas dimensões, pois era um saurísquio do porte de um peru.

Entre os ornitísquios, talvez o mais conhecido seja o iguanodonte, um colossal herbívoro que pesava em torno de 5 toneladas e media até 5 metros de altura e 10 metros de comprimento.

Retirado do livro de Biologia de Wilson Roberto Paulino, Volume 3, 1° edição, 2007, pg. 163-164

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