O dia da consciência negra é comemorado no dia 20 de Novembro, porém, desde já deixo minha contribuição. Não é admissível hoje em dia designar o ser humano como “melhor” ou “pior” apenas olhando para uma estrutura fenotípica. Esse tipo de preconceito é apenas a demonstração assombrosa de uma inferioridade intelectual desses que se dizem “superiores” apenas por causa da cor da pele.
Milhões morreram por causas de pensamentos desse tipo, mas a ciência dos novos tempos prova, a cor da pele é apenas mais um genótipo como o que define a cor dos olhos, ou a cor do cabelo etc. Não podemos partir de nenhum desses para provar a superioridade ou não de uma “raça”, pois até esse conceito de raça já poderia ser banido da espécie humana. Confira o texto abaixo:Igualdade humana
Uma das mais completas pesquisas sobre as "raças" humanas foi publicada pelo pesquisador italiano Luca CavalliSforza (professor emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, Califórnia, Estados Unidos) em seu livro História e geografia dos genes humanos, lançado no início de 1995. Depois de uma minuciosa análise nos genes obtidos a partir de amostras de sangue coletadas de centenas de pessoas de diferentes grupos, Sforza mostra que certas características que permitem diferenciar membros de um ou outro grupo humano, como a cor da pele, as proporções corporais ou os tipos de cabelo, constituem meros "vernizes passados sobre uma estrutura biológica maravilhosamente idêntica" e que "não há base científica conhecida para afirmar que uma população humana é intelectual ou fisicamente superior à outra".
A genética moderna mostra então que as idéias racistas, alicerçadas em pretensiosas diferenças genéticas entre grupos humanos, não têm absolutamente nenhum valor científico.
Sobre o assunto, assim se manifesta Sthephen Jay Gould, num texto adaptado de seu livro O sorriso do flamingo (São Paulo, Martins Fontes, 1990):
"Reconhecemos apenas uma categoria formal de divisão dentro das espécies - a subespécie. As raças, portanto, caso definidas formalmente, são subespécies. As subespécies diferem de todos os outros níveis de hierarquia taxionômica de dois modos cruciais. Primeiro, elas são apenas categorias de conveniência e nunca precisam ser designadas. Cada organismo deve pertencer a uma espécie, um gênero, uma família e a todos os níveis superiores de hierarquia, mas uma espécie não tem de ser dividida formalmente. As subespécies representam uma decisão pessoal do taxionomista sobre a melhor maneira de relatar a variação geográfica. Segundo, as subespécies de qualquer espécie não podem ser distintas e separadas. Como todos pertencem a uma única espécie, os seus membros podem, por definição, cruzar entre si.
Estudos genéticos intensos e recentes entre seres de diferentes "raças" humanas não detectaram a presença de um único "gene racial", isto é, um gene presente em todos os membros de um grupo e ausente nos de outro grupo. E mais: a maioria esmagadora das variações genéticas medidas entre os seres humanos ocorre dentro de grupos, não nas diferenças entre eles. Os grupos humanos de fato variam de modo notável em alguns poucos caracteres claramente visíveis (cor de pele, tipo de cabelo) - e essas diferenças externas podem nos ludibriar fazendo com que pensemos que a divergência geral deve ser grande.”
(Retirado do livro de Biologia de Wilson Roberto Paulino, Volume 3, 1° edição, São Paulo, 2007 pg. 117-118)

1 comentários, participe!:
Welber, disseste tudo e mais um pouco, neste post, escolheu palavras corretas para apresentá-lo, mauita coisa ainda não mudou, muita mesmo. Mas como este meu povo é lutador, tudo pode acontecer, de melhor, claro.
Hoje é um dia de comemorações e lutas ao mesmo tempo.
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