quarta-feira, 28 de abril de 2010

Há dez mil anos atrás nasce, o pai do rock brasileiro

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Como tantas outras que estouram, essa  música do grande Raulzito também causa polêmica com muitos fanáticos religiosos na internet. Escrita por Paulo Coelho e Ele, há quem o diga que o satanismo prevalece na letra. Apesar dessas paranoias de fundamentalistas que não tem o que fazer além de criar a cada dia um novo fim do mundo. Quando leio essa letra e escuto a música feita pelo baiano Raul, percebo o grande abismo que nossas músicas baianas foram atiradas, assunto esse já comentado aqui no BLOG.

Raul viaja como nenhum outro pelos fatos bíblicos, literários e  grandes acontecimentos históricos. Realmente é de tirar  o fôlego. O clipe da música é primoroso, apesar da qualidade da imagem, vale à pena conferir


Eu nasci há dez mil anos atrás
Raul Seixas / Paulo Coelho


 Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais (2x)
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E, quando todos praguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
não, não porque
Eu nasci
(eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu
(eu nasci)
Eu nasci
(há dez mil anos atrás)
Eu nasci há dez mil anos atrás
(e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais)

CLIP:




terça-feira, 27 de abril de 2010

O Terceiro do Plural que poucos conhecem e alguns ignoram

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Vendem-te veneno, pra que tu compres o remédio. Vendem-te marca sem  pensar na necessidade. Querem-te entorpecido dentro dos padrões disseminado em massa. Prendem-te ao relógio! Entregam-te uma moda pronta, porque você ser em si não é lucrativo. Envenenam-te com uma mentira, mas não dão a relevância a verdade quando são obrigados. Vendem-te, te exploram e te fazem rir, como se isso fosse tudo. No teu choro, pedem persistência e a culpa é sempre sua. Feche seus olhos e não pense, apenas aja, compre e venda a te próprio. 

E quem são eles? Não é ninguém, mas estão aí. Nas ondas de TV, em Brasília, por trás de uma marca e de em sorriso acompanhado de aforismos demagogos que se esconde por trás da democracia esclerosada e manipulador. Eles estão no topo da pirâmide esmagando a base. Querem privatizar tua alma e teus sonhos, querem esmagar os mais pobres e entregar a maioria a incultura pura e simples por suposta inferioridade inata.

Eles nascem e morrem sem nunca conhecer a fome, lucram milhões sob milhões daqueles que não reconhece o lobo em pele de cordeiro. Eles estão aí utilizando toda a força para derrubar aqueles que lutam por amor e não por interesse.  


3ª Do Plural

Engenheiros do Hawaii




Corrida pra vender cigarro
Cigarro pra vender remédio
Remédio pra curar a tosse
Tossir, cuspir, jogar pra fora
Corrida pra vender os carros
Pneu, cerveja e gasolina
Cabeça pra usar boné
E professar a fé de quem patrocina
Querem te matar a sede, eles querer te sedar
Eles querem te vender, eles querem te comprar

Quem são eles?
Quem eles pensam que são?

Corrida contra o relógio
Silicone contra a gravidade
Dedo no gatilho, velocidade
Quem mente antes diz a verdade
Satisfação garantida
Obsolescência programada

Eles ganham a corrida antes mesmo da largada
Eles querem te vender, eles querem te comprar
Querem te matar de rir, querem te fazer chorar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?

Vender, comprar, vendar os olhos
Jogar a rede... contra a parede
Querem te deixar com sede
Não querem te deixar pensar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são


Confira o video:

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Inconfidentes e Conjurados – Qual é o mais importante?

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“A Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana foram dois movimentos representativos da insatisfação colonial perante o governo metropolitano, caracterizados como conspirações de caráter separatista e anticolonial...”

Não é por eu ser da Bahia que tenho a preferência de considerar a “conjuração” Baiana mais importante, acontece que a diferenças entre a Conjuração Baiana de 1798 e a Inconfidência Mineira de 1789 são explícita. Na Mineira o elitismo prevaleceu em um grupo fechado que nem se quer saiu da mesa de reuniões. Segundo pesquisadores, até Tiradentes, que era considerado o menos economicamente favorecido, tinha certa condição financeira que o deixava confortável.

Já na Baiana o cunho social foi mais relevante. A imensa maioria que participaram era da massa popular, escravos, artesões e pobres. Enquanto a Mineira tinha base econômica e objetivava se ver livre dos altos impostos; a baiana alcançou interesses sociais acima do seu tempo.

Ambos teve inspiração iluminista. A situação da Mineira ter ocorrido primeiro não explica a relevância que o Estado brasileiro lhe oferece. Em se tratando de ideais a Baiana é mais relevante, já que podemos também incluir  que ela foi à primeira em que a população em geral participaram ativamente pela liberdade.

A importância dada a Mineira é a prova do elitismo do estado brasileiro.  Para eles não é interessante que a massa popular lembre-se de uma luta em que pessoas como elas participaram em busca de igualdade, liberdade e fraternidade. Isso seria por em Xeque o organicismo que a história padrão do Brasil cria para manter o comodismo do povo.

Confira algumas diferenças entre as duas:

“- Caráter elitista e popular.

Uma acentuada diferença entre as duas conspirações encontra-se no seu núcleo de organização. Enquanto a Inconfidência Mineira foi pensada e articulada por elementos da elite local, a Conjuração Baiana apresentou um impulso popular, sendo os seus conspiradores pessoas identificadas com as camadas mais pobres de Salvador. Entretanto não se pode afirmar que alguns elementos da elite não tenha se articulado com os populares da conspiração baiana. Militares, religiosos e profissionais liberais estiveram presentes na Conjuração Baiana embora tenha se afastado do movimento ao perceber que as propostas eram muito radicais e aprofundadas, muito além das propostas identificadas com os interesses da elite local.

 - Divulgação

A Inconfidência Mineira se caracteriza como uma conspiração fechada, secreta, sem qualquer possibilidade de divulgação de um ideal revolucionário, ficando a intenção do movimento confinada ao conhecimento do grupo envolvido. A Conjuração Baiana teve um caráter de divulgação panfletária. Folhetos foram afixados e distribuídos pelos locais públicos de Salvador, difundido ideais de liberdade e igualdade.

- Propostas

As propostas da Conjuração Baiana estavam revestidas de um ideal de alcance social muito maior que a Inconfidência Mineira, defendo por exemplo o igualitarismo social e a o fim dos privilégios de classe, destacando o seu caráter abolicionista. Os ideais da Inconfidência Mineira atendiam os interesses da elite local. A questão da escravidão entre os mineiros não foi um assunto consensual até mesmo porque muitos dos envolvidos eram donos de escravos.

- Delação

A denúncia na Inconfidência Mineira partiu de um dos integrantes do grupo, Joaquim Silvério, por vontade própria, recebendo em troca da delação o perdão das suas dívidas com o fisco português. No caso da Conjuração Baiana, a distribuição de panfletos levou as autoridades locais aos envolvidos, pois aqueles que distribuíam panfletos foram descobertos, presos e sob ameaças de morte, obrigados a entregar todos os envolvidos.”

Referência:

Trechos em aspas retirado no dia 21 de abril de 2010 no site Armazém da História do professor Bruno Barbosa, clique aqui para conferir as  semelhanças e as diferenças na íntegra

segunda-feira, 19 de abril de 2010

19"Dia do Índio": Quem me dera, ao menos uma vez, Explicar o que ninguém consegue entender

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Tudo bem! Vamos deixar de leviandade, não precisamos de um “Dia do Índio” para lembrar-nos dos primeiros moradores do Brasil. Isso é poético o bastante para fazer-nos esquecer as atrocidades sofridas por eles na história. A única homenagem digna é reconhecer a história e assegurar os seus direitos e principalmente a proteção das reservas destinadas às comunidades indígenas.



Todos nós sabemos das disputas de madeireiros e latifundiários pelas terras da Amazônia. E no meio disso tudo as tribos indígenas que na  imensa maioria apenas preserva esse bem tão sagrado que é a florestas. As tribos se sentem como uma parte da floresta e seu conhecimento dela são enormes.  Não podemos aceitar que aconteça na Amazônia o que aconteceu durante a descoberta e que veio acontecendo durante a história.  



A música da banda Legião Urbana retrata bem a história. Intolerância religiosa, massacre, enganação. Mas as suas culturas ainda sobrevivem, e enquanto a vida há esperança.



Índios (Legião Urbana) 

Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do inicio ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.






Confira o vídeo:




sábado, 17 de abril de 2010

Fale-me de sua própria política

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Política 

Olhe para a Terra do Espaço
Todos devem encontrar um lugar
Dê-me tempo e espaço
Dê-me realidade e não mentiras


Dê-me força, auto-controle
Dê-me um coração e uma alma
Dê-me amor, dê-nos um beijo
Fale-me de sua própria política

E abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos 
Abra seus olhos

Dê-me um, pois um é o melhor
Numa confusão, numa confissão
Dê-me paz de espírito e confiança
Não esqueça o que sobrou de nós
Dê-me força, auto-controle
Dê-me um coração e uma alma
Ferimentos que curem e estragos que concertem
Fale-me de sua própria política

E abra seus olhos
Abra seus olhos
Abra seus olhos 
Abra seus olhos
Apenas abra seus olhos

Mas coloque amor por cima, amor por cima, amor por cima disso tudo... (repete)

Mais uma música da banda inglesa Coldplay, nela, como o próprio título explicita, tem a política  pessoal como centro. Em tempos em que o individualismo é mais lucrativo, a banda Coldplay traz em sua letra o Amor acima de tudo. Logo ele, sentimento recíproco e coletivo relevado (ou criado?) pelo cristianismo durante o império Romano. O amoR é o inverso de Roma, não sei se é essa a origem do nome, mas  foi a sua pregação que prevaleceu pós-império Romano.

“Amar ao próximo como a si mesmo” foi e é a melhor política já pregada na história da humanidade, através dele poderíamos modelar a sociedade e buscar a paz. Infelizmente ainda temos políticos que utilizam dessa pregação apenas como uma demagogia barata, pois em suas atitudes e posições assume o revés pregado pelo coletivismo do amor.


Confira a Música de ColdPlay:

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Como Viver Segundo Charles Chaplin

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"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. 

Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando....E termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?" (http://www.cin.ufpe.br/~cpbb/pessoal/textos/serios/txt22.html 16 de Abril 2010)

O sonho ideal de vida de Charlie não era apenas individual como assim está escrito nas linhas acima, mas também coletivo, ele imaginava um sociedade mais justa e mais humana. Graças a isso e o momento histórico que vivia ele foi taxado como comunista. Mas Charlie, antes de qualquer ideologia política, sonhava uma sociedade onde o valor social do ser humano estaria acima de qualquer valor monetário. 

Veja um trecho do filme “O grande ditador” de 1940 e sinta nas palavras do próprio Charlie a mesma emoção que temos ao escutar Imagine de John Lennon aqui já tratado no texto “imagine ser um sonhador”.

Confira o trecho do filme:

 

terça-feira, 13 de abril de 2010

A arte é Viva La Vida

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“"Viva la Vida" é construída com um grandioso arranjo instrumental e letras arrebatadoras detalhando a dor de ser destituído de uma posição elevada. O grandioso som da canção poderia se tornar exagerado, mas o Coldplay sabe como andar na corda bamba perfeitamente. Sinos e corrilhões e uma orquestra aparecem juntos no refrão, mas a voz de Chris Martin ainda penetra, como um toque de clarim. Na letra, existe a dor do protagonista é claro, mas a varredura de palavras sobre os sinos de Jerusalém, a cavalaria romana, e São Pedro dá à "Viva la Vida" um ar de inteligência rara nos dias de hoje em canções pops mais populares.” — Bill Lamb,About.com. (Wikipedia 13/04/10)





Viva a Vida

Eu costumava dominar o mundo
Os oceanos se abriam quando eu ordenava
Agora pela manhã durmo sozinho
Varro as ruas que já foram minhas

Eu jogava os dados
Sentia o medo nos olhos dos meus inimigos
Ouvia enquanto o povo exclamava:
"Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!"
Em um minuto eu segurava a chave
No outro as paredes se fechavam em mim
E eu então descobri, que meus castelos se apóiam
Sobre pilares de sal e pilares de areia

Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo eu não sei explicar
Desde que você se foi, nunca mais houve
Nunca houve uma palavra honesta
E foi quando eu dominava o mundo

Foi um vento estranho e forte (que)
Derrubou as portas para me deixar entrar
Janelas estilhaçadas e o som de tambores
As pessoas não acreditavam
no que eu havia me tornado
Os revolucionários esperam
Pela minha cabeça numa bandeja de prata
Apenas um fantoche numa corda solitária
Oh, quem desejaria tornar-se um rei?

Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo eu não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará meu nome
Nunca houve uma palavra honesta
E isso foi quando eu dominava o mundo

Escute os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana estão cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meus missionários em um campo desconhecido
Por algum motivo que não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará meu nome
Nunca houve uma palavra honesta
Foi quando eu dominava o mundo


"Viva La vida" é uma verdadeira viajem pela história permeando os meandros das metáforas, das crenças e do romantismo que fascina gerações. Muitas façanhas veneradas pela história ocidental estar descrita nessa música numa consonância cativante.

Confira o clip:

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Chuva no Sertão: A esperança do São João coiteense

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Enquanto a chuva deixa estrago no sudeste do Brasil, aqui no Nordeste ela é mais que bem vinda. Apesar de minha cidade não ser uma típica cidade árida sertão, onde todo ano a chuva demora meses a cair e quando vem é ínfima, temos aqui certos períodos de seca que quando acontece deixa muitos prejuízos.

Hoje ela começou a cair e é nesse período que ela é muito bem vinda, pois os agricultores familiares já cultivaram a terra para produção de milho, amendoim, mandioca etc. destinado as festas juninas, aguardam apenas o papel da natureza para o objetivo ser alcançado.

Essa é uma foto da Praça da Matriz, do lado esquerdo temos o templo religioso, ponto inicial da cidade, e a direita o coreto cercado por madeira aguardando a reforma após a recente tragédia aqui já comentada no Blog. Nesse exato momento a chuva caiu trazendo consigo a certeza ou pelo menos a esperança de um São João farto.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um pequeno problema no tempo

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A vontade inexorável do presente tenta manipular o futuro, afinal tudo depende do hoje e de hoje para sempre. Mas a priori do tempo imaginário iludi, e nunca sabemos se andamos em eternos círculos obedecendo a instintos limitados que se repete em essência, ou seguimos em frente, como uma flecha de um sagaz arqueiro, com inicio e fim. Há também a chance de estarmos perdido em um labirinto eterno de fatos aleatórios interpretados limitadamente pelo Ser.

Às vezes quero que o tempo passe rapidamente, mas me lembro que ele está preso às voltas do relógio e aos ciclos das estações. Tento interpretá-lo, mas vejo que ele está cativo ao labirinto do futuro incerto. Não há progresso, muito menos regresso, há um estado de escolha e interpretação. O novo não é necessário e o velho não deve continuar.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tensão no Ar: A cruzada da Morte e o Terror Norte-Americano

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Em tempos que todos tentam buscam uma alternativa ao petróleo, os EUA ainda fazem guerra e matam milhares de inocentes a fim de manter sob controle uma área rica desse combustível sujo. Qual será o futuro da energia alternativa se ainda gastam milhões com guerras e matam centenas de inocentes em prol do petróleo?

O terrorismo da ganância Estadunidense ataca novamente! É uma nova cruzada ocidental, porém com um diferencial, não é mais a terra santa que está em jogo, mas o controle de riquezas que, em contradição com seu valor, leva ao fim o nosso querido e único planeta.
É uma economia suja que mantém a rica indústria bélica Norte-Americana a todo vapor e a manutenção das grandes indústrias de petróleo e carros. Aprecie as últimas cenas desse show de horrores.


Jornal da Globo edição do dia 05/04/2010
Vídeo mostra ataque americano que matou inocentes no Iraque

O Video abaixo não está no site do Jornal da Globo apesar de terem divulgado com legenda na madrugada. No entanto você pode conferir o video aqui e ler a conversa  no site da Globo.







G1 06/04/10 Otan admite ter matado 4 civis no Afeganistão

sábado, 3 de abril de 2010

Aquele que eu quase esqueci - Informação

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Fuçando meu HD, encontrei um antigo texto escrito por mim em 2008. Naquele período eu acho que não o divulguei em lugar algum, no entanto resolvi divulgar aqui no Blog. Nele ainda vejo um pouco de imaturidade, de lá pra cá muita coisa aconteceu, muitos livros foram lidos, alguns pensamentos foram aprimorados, outros desvalorizados.

Confira:
Informação

È necessário ser cético ao se informar, pois aceitar sem questionar é se deixar manipular, não importa qual seja a fonte é preciso avaliar desde a veracidade, aos distintos pontos de vista. O verdadeiro nem sempre é límpido e na maioria das vezes pode ser distorcidos com o intuito condutivo aos interesses de uma classe abastada visando às vantagens políticas.

Muitos estão tão presos nos afazeres da rotina, que no dia a dia absorve informações da TV, do rádio, dos jornais e da internet sem duvidar ou questionar, sendo simplesmente um receptor funcional e um papagaio propulsor de uma fonte massificada que acaba se padronizando.

Antes de tudo é preciso lembrar que a maioria desses meios de comunicação que se dizem “livre”, estão resignados para a sua sobrevivência ao controle do capital. Então comunicam simplesmente o que interessa aos seus investidores, e aqueles que aceitam sem questionamento vive em prol de uma elite que preza seus próprios interesses. Uma pessoa comum ou até um jovem que ainda não tenha uma consciência critica formada acaba se deixar manipular e quando se dão conta já é tarde, estão pensando como uma elite individualista.

Qual seria o objetivo de manipular uma pessoa?
Falar superficialmente fica difícil para compreender, porém não é preciso ser muito esperto para descobrir. Hoje no mundo capitalista em que vivemos é muito importante que as pessoas pensem parecidas, já que para a venda em grande quantidade de produtos é preciso haver um contingente de consumidores grande aceitando esse produto. Apesar de ser o mais evidente, pois cansamos de ver propagandas a todo o momento incentivando e mostrando mil maravilhas de um produto, esse ainda não é o principal objetivo,. O principal objetivo é o político e a manutenção da ordem sobre égide atual sem questionamento.

As máquinas comunicativas trabalham a todo vapor para a manutenção e comodismo da mente da população, e aqueles que se deixam levar sempre ficarão por baixo, pois aqueles que dominam a informação, a elite, não querem largar o controle da situação, e quanto mais pessoas estiverem ao seu controle, haverá mais consumidores compulsivos e trabalhadores obedientes e resignados economicamente.
 17 de maio de 2008 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Seguindo os Ventos da Mudança

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“Wind of Change é um disco single de 1990 gravado pela banda alemã Scorpions. A balada foi escrita por Klaus Meine, inspirando-se nos "ventos de mudança" que atingiam a Europa, com a Guerra Fria terminando, o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim. A música foi lançada no álbum Crazy World em 1990, e regravada nos discos recentes Live Bites(1995), Moment of Glory, que teve participação da Filarmónica de Berlim, e no disco Acoustica.” (Wikipedia 1 de Abril de 2010)


Vento da Mudança (wind of change -Scorpions)


Eu sigo o Moskva
Até o Parque Gorki
Escutando o vento da mudança
Uma noite de verão de agosto
Soldados passando
Escutando o vento da mudança
O mundo está se aproximando
Você já imaginou
Que poderiamos estar tão próximos, como irmãos?
O futuro está no ar
Eu posso senti-lo em todos os lugares
Soprando com o vento da mudança
Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças do amanhã sonham
Com o vento da mudança
Caminhando pela rua
Recordações distantes
Estão enterradas no passado, para sempre
Eu sigo o Moskva
Até o Parque Gorki
Escutando o vento da mudança
Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças do amanhã compartilham seus sonhos
Com você e comigo
Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças de amanhã sonham
Com o vento da mudança
O vento da mudança sopra direto
Na face do tempo
Como uma tempestade que tocará
O sino de liberdade para a paz de mente
Deixe sua balalaica cantar
O que minha guitarra quer dizer
Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças do amanhã compartilham seus sonhos
Com você e comigo
Leve-me à magia do momento
Na noite de glória
Onde as crianças de amanhã sonham
Com o vento da mudança


Scorpions, a única banda ocidental a tocar na URSS, nessa musica canta o fim e os novos rumos para liberdade do leste Europeu. O que acabava não era apenas um estado opressor que deformou os sonhos de gerações, terminava também a Guerra Fria e o temor da terceira Guerra Mundial. Na letra, as crianças do amanhã ainda sonharão com o vento da mudança, mesmo livres, o sonho não acabou. O vento da mudança ainda soprará e mudará ainda mais! Que venham os ventos da mudança e leve-me à magia do momento, pois a mudança faz parte da sociedade.

Confira o clip: