Hoje estava lendo sobre a “Primavera dos Povos”, pra quem não sabe ou não lembra o que foi a primavera povos, ela foi uma serie de Revoluções Liberais que em 1848 alastraram-se pela Europa chegando até a América. Nesse período surgiu inúmeras ideologias que mais tarde tomou conta do contexto histórico. Se de um lado os nacionalistas e os liberais buscavam respirar após o extremo conservadorismo que a Santa Aliança impunha após o congresso de Viena. Marx e Engels divulgavam o manifesto do Partido Comunista onde faziam florescer a consciência de classe.
Enfim, foi um período de grande efervescência, se houve vencedores? Há quem diga que boa parte das revoluções não foram bem sucedidas, mas eu acho que as suas essências venceram e até hoje influi na sociedade. Agora você me pergunta o que tem haver o Sonho com tudo isso? Se vocês não cogitarem que eu adoraria rever tudo isso em nossa realidade, não terá sentido algum, mas na verdade o meu inconsciente recriou tudo. Posso parecer louco, mas toda vez que estou lendo sobre essas revoluções e durmo, sou praticamente transportado (sem correr o risco de tomar nenhum tiro ou facada) para esses momentos.
Não que eu tivesse sonhado com a “Primavera dos Povos”, mas sonhei sim, todavia com outra, a revolução de 1789. Aquela velha e conhecida dos gritos retumbantes de Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Já faz um tempinho e só me lembrei de comentar aqui no Blog porque li sobre a Primavera dos Povos.
No dia que ia ler sobre a Revolução francesa eu tinha resolvido ler na cama, não gosto de ler onde eu durmo porque é quase óbvio e inevitável que durma após a leitura e só acorde de madrugada para guardar o livro. Porém naquele dia estava eu lá, lendo sobre a célebre Revolução Francesa. Era o Livro não muito longo de Eric Hobsbawm dedicado totalmente para Revolução Francesa. Aproveitando do tamanho do livro resolvi ler naquela noite mesmo.
Páginas passavam que eu nem percebia. Sentia a imponente força de mudança que ia surgindo nos pensamentos daquela sociedade. Nas últimas páginas o sono foi forte, a pálpebras foram se tornando pesadas demais, segurei-a quando pude até terminar as poucas que restava. Após isso, cair no sono sem se preocupar com nada.
O sonho que tive foi bastante confuso... Foi um daqueles que você não consegue descrever com a mesma perfeição de sentimento que ele libera. Era um cenário anacrônico e as multidões estavam na rua. E eu, apesar de ser forasteiro, me via participando daquilo tudo. Todas as coisas aconteciam confusamente e as pessoas tinham rostos familiares. Os momentos se coincidiam e ao mesmo tempo não tinha nada haver com o do livro.
Via os gritos dos famintos, sedentos por terra e igualdade e liberdade. Via a fumaça da queda da Basílica servir de símbolo da mudança, vi e participei de tanta coisa que não mais me lembro. Infelizmente já faz muito tempo que esse sonho aconteceu, tenho memória aleatória que não me permite fazer uma descrição dele. No entanto, quando acordei, havia percebido que tinha comicamente viajado no tempo e sobrevivido à célebre revolução, sem perder a cabeça e nem sofrer um arranhão.
Leia Mais sobre a Primavera dos Povos no link Primavera dos Povos as Revoluções de 1848


