segunda-feira, 24 de maio de 2010

Recordação do sonho na Primavera dos Povos

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Hoje estava lendo sobre a “Primavera dos Povos”, pra quem não sabe ou não lembra o que foi a primavera povos, ela foi uma serie de Revoluções Liberais que em 1848 alastraram-se pela Europa chegando até a América. Nesse período surgiu inúmeras ideologias que mais tarde tomou conta do contexto histórico. Se de um lado os nacionalistas e os liberais buscavam respirar após o extremo conservadorismo que a Santa Aliança impunha após o congresso de Viena. Marx e Engels divulgavam o manifesto do Partido Comunista  onde faziam florescer a consciência de classe.

Enfim, foi um período de grande efervescência, se houve vencedores?  Há quem diga que boa parte das revoluções não foram bem sucedidas, mas eu acho que as suas essências venceram e até hoje influi na sociedade.  Agora você me pergunta o que tem haver o Sonho com tudo isso? Se vocês não cogitarem que eu adoraria rever tudo isso em nossa realidade, não terá sentido algum, mas na verdade o meu inconsciente recriou tudo. Posso parecer louco, mas toda vez que estou lendo sobre essas revoluções e durmo, sou praticamente transportado (sem correr o risco de tomar nenhum tiro ou facada) para esses momentos.

Não que eu tivesse sonhado com a “Primavera dos Povos”, mas sonhei sim, todavia com outra, a revolução de 1789. Aquela velha e conhecida dos gritos retumbantes de Igualdade, Liberdade e Fraternidade. Já faz um tempinho e só me lembrei de comentar aqui no Blog porque li sobre a Primavera dos Povos. 

No dia que ia ler sobre a Revolução francesa eu tinha resolvido ler na cama, não gosto de ler onde eu durmo porque é quase óbvio e inevitável que durma após a leitura e só acorde de madrugada para guardar o livro. Porém naquele dia estava eu lá, lendo sobre a célebre Revolução Francesa. Era o Livro não muito longo de Eric Hobsbawm dedicado totalmente para Revolução Francesa. Aproveitando do tamanho do livro resolvi  ler naquela noite mesmo.

Páginas passavam que eu nem percebia. Sentia a imponente força de mudança que ia surgindo nos pensamentos daquela sociedade. Nas últimas páginas o sono foi forte, a pálpebras foram se tornando pesadas demais, segurei-a quando pude até terminar as poucas que restava. Após isso, cair no sono sem se preocupar com nada.

O sonho que tive foi bastante confuso... Foi um daqueles que você não consegue descrever com a mesma perfeição de sentimento que ele libera. Era um cenário anacrônico e as multidões estavam na rua. E eu, apesar de ser forasteiro, me via participando daquilo tudo. Todas as coisas aconteciam confusamente e as pessoas tinham rostos familiares. Os momentos se coincidiam e ao mesmo tempo  não tinha nada haver com o do livro.

Via os gritos dos famintos, sedentos por terra e igualdade e liberdade. Via a fumaça da queda da Basílica servir de símbolo da mudança, vi e participei de tanta coisa que não mais me lembro. Infelizmente já faz muito tempo que esse sonho aconteceu, tenho memória aleatória que não me permite fazer uma descrição dele. No entanto, quando acordei, havia percebido que tinha comicamente viajado no tempo e sobrevivido à célebre revolução, sem perder a cabeça e nem sofrer um arranhão.

Leia Mais sobre a Primavera dos Povos no link Primavera dos Povos as Revoluções de 1848

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A educação como vestígio do ontem

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Todos bem treinados a flagelos e açoites,  sabatinas ajoelhado no milho... Palmatória: “ Nós somos melhores que vocês! Nós somos superiores a vocês, aprendam, obedeçam e sigam!” 

A sirene nos acostuma ao futuro sombrio nas sórdidas fábricas ou em um trabalho qualquer sob o olhar e o grito do patrão “ Trabalhem! Não perca tempo! Tempo é dinheiro!”.  Estamos manipulados e preparados.  Nossa liberdade? Escolhemos a cor da embalagem.

Em casa, calado sob olhar o olhar patriarcal “ Não reclame! Não pergunte!”. 

Estou pronto meu futuro me espera.

Agora os tempos são outros,  a constituição não  permite. “Crianças, vocês são livres não precisam mais sofrer como nós sofremos!”

Ao longe grita o empresário: “Qualificação! Ou você morre de fome!”

Mas as crianças não querem ir à escola. A repugnância é evidente. Muro pichado, carteira destruída. “É a reminiscência do triste passado?!” 

O método continua o mesmo. Todos presos a nota e a sirene para acostumar com o futuro. A rotina é padrão, não importa se eles se adéquam ou não. Os alunos continuam alunos, dificilmente criam luz, são considerados tabula rasa! 

E o estado? Mandam modelos que deve ser seguido, o estado é melhor que os professores;  professores és melhor  que os alunos.  Estudantes alunos em sala de aula e docentes sob ordem. 

Tudo isso não funciona! Nunca funcionou, tiram o açoite, mas mantém o método.  Os resultados veem no descaso, no desinteresse e na profunda incultura. E a violência aumenta sob a égide da intolerância néscia.  


Um Outro Tijolo no Muro


Pink Floyd


Não precisamos de nenhuma educação Não precisamos de nenhum controle de pensamento De nenhum sarcasmo sombrio na sala de aula Professor, deixe as crianças em paz Ei, professor! Deixe as crianças em paz! Ao todo, isto é apenas mais um tijolo no muro Ao todo, você é apenas mais um tijolo no muro Não precisamos de nenhuma educação Não precisamos de nenhum controle de pensamento De nenhum sarcasmo sombrio na sala de aula Professor, deixe as crianças em paz Ei, professor! Deixe-nos, crianças, em paz! Ao todo, você é apenas mais um tijolo no muro Ao todo, você é apenas mais um tijolo no muro

sábado, 1 de maio de 2010

A eterna luta: 1° de Maio dia dos Trabalhadores

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Primeiro de Maio, não é apenas o dia do trabalhador, mas o dia em que devemos lembrar as lutas de todos que buscaram uma sociedade mais justa. Hoje e sempre é dia de reafirmar todos os valores que fazem as lutas persistir. Pois são os trabalhadores que constroem a sociedade, e são eles que exigiram e exigem justiça. São eles também que a principio da revolução industrial trabalhavam como escravos e graças à luta que rendeu a exterminação de milhares de vidas que conseguiram os direitos de hoje.

Infelizmente vemos a todo o momento os direitos dos trabalhadores serem atacados como se isso fosse o mau que provoca a deficiência da economia. Em tempos de crise provocada pela ganância da elite, os primeiros direitos a serem questionados são os dos trabalhadores. E na maioria das vezes são eles que pagam por aquilo que eles não têm culpa. Os salários decrescem, a inflação aumenta e a miséria se torna generalizada e bem mais que os prejuízos vemos os números de desempregados crescerem.

O trabalho também muitas vezes é rebaixado, vemos muitas áreas simplesmente serem ignoradas pelo estado. O que acaba levando a uma condição subumana e até regime de quase escravidão. Sendo que na imensa maioria das vezes tiram as crianças das escolas para ajudarem seus pais.

O trabalho em seus diferentes âmbitos deve ser valorizado. E a luta deve persistir, pois jamais veremos uma classe que lucra em cima dele querer ceder algo que retire o mínimo que seja de suas mordomias. Os trabalhadores constroem a  sociedade em que vivem e não é acomodação desses que trará uma paz justa.




FÁBRICA
Legião Urbana

Nosso dia vai chegar,
Teremos nossa vez.
Não é pedir demais:
Quero justiça,
Quero trabalhar em paz.
Não é muito o que lhe peço -
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão.
Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance.
De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?
O céu já foi azul, mas agora é cinza
O que era verde aqui já não existe mais.
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo,
Que venha o fogo então.
Esse ar deixou minha vista cansada,
Nada demais.