sexta-feira, 25 de março de 2011

Departamento de Direito sem Justiça


Democracia no DCIS
Pela Paridade no Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da UEFS
Não são novas as pautas de luta relacionadas aos problemas dos cursos noturnos da UEFS. Vitimados pelo processo de precarização e boicote ao ensino superior brasileiro, os cursos noturnos desta Universidade são assolados por ainda mais deficiências, em parte conseqüências do isolamento à dinâmica diurna da UEFS. Os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Direito, que compõem o Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS), amargam sérias mazelas por conta do descompromisso e do caráter conservador da atual e das antigas coordenações do nosso departamento.

A estagnação e o descaso que predominam dentro do DCIS fazem recuar todo tipo de progresso vislumbrado para qualquer um dos quatro cursos que o compõe. Inexiste mobilização por parte da coordenação deste departamento para obter avanços em qualquer um dos três componentes do tripé acadêmico, a pesquisa o ensino e a extensão. E diante da cobrança, são ouvidas sempre as mesmas respostas, com a mesma tentativa de esquivar-se, permanece a insistência de que a culpa decorre somente de instâncias outras, escondendo assim a total ausência de esforço prático e mesmo reflexivo diante dos problemas que os cursos noturnos enfrentam.

A pesquisa dentro do DCIS, se comparada a outros departamentos da UEFS, toma uma dimensão muito pouco substancial, quase inexistente se formos colocar em números. Em meio a esse desinteresse, o estudante que quer pesquisar não encontra Projetos de Pesquisa para se inserir nem orientação suficiente, o que compromete muito sua formação crítica, fundamental para produção de conhecimento. No tocante ao ensino, é predominante um pacto de mediocridade entre coordenação de departamento e alguns professores. É desconhecida a reação para com o descaso docente no período noturno. Liberações de licenças sem substitutos são feitas, ocorrem pactos com professores desinteressados e desatualizados, além de um consentimento com parte do corpo docente que vem, depois de um dia trabalho, utilizar a Universidade como meio de complementação de renda, não exercendo assim a verdadeira função da docência. Em situação pior se encontra a extensão, que na prática inexiste dentro do DCIS, e não acompanha nenhum dos avanços realizados nos debates sobre a questão feitos dentro da nossa Universidade, nem se mostra disposto a apoiar as esparsas iniciativas que fatalmente definham nessa conjuntura.

A situação no DCIS é de tal forma estacionária que entre os nove departamentos da UEFS ele é um dos poucos que ainda não pratica o pleito paritário (33% – 33% – 33%) ou o universal em sua eleição para diretor e vice-diretor de departamento. A grande maioria dos departamentos da UEFS avançou no sentido de respeitar a organização estudantil e o seu direito de decidir por quem conduzirá as diretrizes dos seus cursos, direito esse até agora negado pelo DCIS. O grande impasse encontra-se nos procedimentos dados em tal eleição, onde 119 professores têm peso equivalente a 70%, 1566 alunos com peso igual a 15% e apenas 09 funcionários com o mesmo 15% na contagem de votos para cada candidato. As discrepâncias do DCIS são comprovadas com números que assustam, e no que diz respeito também aos projetos de pesquisa cadastrados, que para os mesmos 119 professores somam apenas 16 projetos.

É dessa forma que se perpetua a atual situação dos cursos noturnos, parados num tempo a muito transcendido. E, para que se extrapolem os entraves do conservadorismo dentro do nosso departamento, é necessária, de maneira fundamental, a mobilização estudantil direcionada à reivindicação e à luta

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