Democracia no DCIS
Pela Paridade no Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da UEFS
(retirado do Blog http://democracianodcis.wordpress.com/)
Não são novas as pautas de luta relacionadas aos problemas dos cursos noturnos da UEFS. Vitimados pelo processo de precarização e boicote ao ensino superior brasileiro, os cursos noturnos desta Universidade são assolados por ainda mais deficiências, em parte conseqüências do isolamento à dinâmica diurna da UEFS. Os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Direito, que compõem o Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS), amargam sérias mazelas por conta do descompromisso e do caráter conservador da atual e das antigas coordenações do nosso departamento.
A estagnação e o descaso que predominam dentro do DCIS fazem recuar todo tipo de progresso vislumbrado para qualquer um dos quatro cursos que o compõe. Inexiste mobilização por parte da coordenação deste departamento para obter avanços em qualquer um dos três componentes do tripé acadêmico, a pesquisa o ensino e a extensão. E diante da cobrança, são ouvidas sempre as mesmas respostas, com a mesma tentativa de esquivar-se, permanece a insistência de que a culpa decorre somente de instâncias outras, escondendo assim a total ausência de esforço prático e mesmo reflexivo diante dos problemas que os cursos noturnos enfrentam.
A pesquisa dentro do DCIS, se comparada a outros departamentos da UEFS, toma uma dimensão muito pouco substancial, quase inexistente se formos colocar em números. Em meio a esse desinteresse, o estudante que quer pesquisar não encontra Projetos de Pesquisa para se inserir nem orientação suficiente, o que compromete muito sua formação crítica, fundamental para produção de conhecimento. No tocante ao ensino, é predominante um pacto de mediocridade entre coordenação de departamento e alguns professores. É desconhecida a reação para com o descaso docente no período noturno. Liberações de licenças sem substitutos são feitas, ocorrem pactos com professores desinteressados e desatualizados, além de um consentimento com parte do corpo docente que vem, depois de um dia trabalho, utilizar a Universidade como meio de complementação de renda, não exercendo assim a verdadeira função da docência. Em situação pior se encontra a extensão, que na prática inexiste dentro do DCIS, e não acompanha nenhum dos avanços realizados nos debates sobre a questão feitos dentro da nossa Universidade, nem se mostra disposto a apoiar as esparsas iniciativas que fatalmente definham nessa conjuntura.
A situação no DCIS é de tal forma estacionária que entre os nove departamentos da UEFS ele é um dos poucos que ainda não pratica o pleito paritário (33% – 33% – 33%) ou o universal em sua eleição para diretor e vice-diretor de departamento. A grande maioria dos departamentos da UEFS avançou no sentido de respeitar a organização estudantil e o seu direito de decidir por quem conduzirá as diretrizes dos seus cursos, direito esse até agora negado pelo DCIS. O grande impasse encontra-se nos procedimentos dados em tal eleição, onde 119 professores têm peso equivalente a 70%, 1566 alunos com peso igual a 15% e apenas 09 funcionários com o mesmo 15% na contagem de votos para cada candidato. As discrepâncias do DCIS são comprovadas com números que assustam, e no que diz respeito também aos projetos de pesquisa cadastrados, que para os mesmos 119 professores somam apenas 16 projetos.
É dessa forma que se perpetua a atual situação dos cursos noturnos, parados num tempo a muito transcendido. E, para que se extrapolem os entraves do conservadorismo dentro do nosso departamento, é necessária, de maneira fundamental, a mobilização estudantil direcionada à reivindicação e à luta

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