Nessa postagem começo com um paradoxo nada socrático, é possível você não saber que nada sabia? A primeira vista pode parecer confuso, mas todos nós não sabemos de nossas limitações e só no decorrer do processo de reinterpretação e aquisição do conhecimento que você toma consciência de que o que você sabia na verdade era o mínimo daquilo que deveria saber. É verídico, jamais conseguiremos alcançar o Ser do conhecimento, mas sempre buscamos algo que deve-ser. Desembaraçando, nunca estamos inteiramente por dentro daquilo que achamos estar, que a busca daquele ideal não passa, muitas vezes, de um eterno buscar. O fluir das coisas condiciona as constantes reinterpretação e a necessidade inerente de readquirir, ou no caso, adquirir o real significado das coisas que posteriormente vamos esmagá-la como pedaço de um todo que muda e que nunca se completará. E é a partir dessas constatações nada lógicas, nem empíricas, nem racionais, que digo, a maioria das coisas dita nesse blog é fruto do meu desconhecimento do desconhecimento da coisa dita. Não sabia que nada sabia e mesmo assim disse.
Não quero aqui afirmar que meu blog possui um conhecimento completamente inválido por, algumas vezes, não ser coincidente com a análise profunda, mas que através de um aprofundamento que se deu no decorrer do tempo e da percepção que desconhecia do meu desconhecimento, posso através desse texto retificar. Por talvez agora conhecer o meu desconhecimento, entro em um paradoxo socrático de conhecer algo que desconheço, todavia tenho certeza que tudo que eu disser, por mais próximo da realidade da coisa, jamais é o que deve-ser de fato, mas uma parte refutável no futuro. Refuto então todos ou quase todos os pensamentos até aqui exposto, até as as firmações deste mesmo texto, abro mão de todo ou qualquer aprovação e assim dou continuidade a escrever coisas sólidas que desmancham no ar.

1 comentários, participe!:
Está muito bom seu blog !
Valeu !
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