A luta contra a corrupção é um dos principais objetivos do governo da presidente Dilma, a todo o momento vemos a queda de Ministros, e o pior, a situação banal que tal espetáculo acaba se tornando. Parece que o sentimento ético anda meio disperso, o povo assiste a tudo bestializado e com o velho sentimento de incapacidade diante dos donos do poder. Mas é possível mudar isso? Melhor acreditar que sim, basta atitude do governo, que se diz defensor da “ética”, em investir no lugar certo.
Primeiramente, é válido ressaltar que não adianta cobrarmos dos nossos governantes os que nós mesmos não seguimos, agir eticamente no dia a dia é primordial, só conseguimos repudiar aquilo que jamais fazemos e que não temos coragem de fazer, ser honesto, e evitar o chamado “jeitinho brasileiro” seria o ideal. É dever de toda pessoa agir a partir de princípios que possam se tornar universal, ou seja, façam aquilo que todos possam fazer sem prejuízo a outrem como, de certa forma, pensava Kant, importante filósofo alemão, em seu imperativo categórico.
Quando a atitude desonesta se generaliza sob o lema de “jeitinho brasileiro” é difícil vermos algum tipo reação repulsiva a tais atos de corrupção que afetam o poder público, principalmente em seu alto escalão. Contudo, generalizar e jogar a culpa da inércia geral apenas para a população seria um grande erro, prefiro acreditar no velho pensamento platônico que quando uma pessoa conhece o bem, o belo e o justo, jamais deseja seus contrários. É preciso que o Estado brasileiro priorize a Educação dos seus cidadãos. Ainda temos uma grande parcela da população que vive na obscuridade do conhecimento, não por falta de vontade, mas por falta de oportunidade.
Seria bom que a TV servisse de instrumento de inclusão, mas a manipulação sob ela dos “donos do capital” não favorece tal situação. Então, o que resta, e é por excelência o principal, é a melhoria da educação. Está em pauta à discussão em todo o Brasil sobre a possibilidade de aumentar os recursos destinados à educação, que hoje é menos de 5%, para 10% do PIB. O aumento dos investimentos em educação é um primeiro e grande passo para uma melhoria substancial da conscientização da população que, como consequência, escolherá melhor seus governantes, além de exigir com mais eficiência. Para tal, é preciso que todos pressionem juntos a fim alcançarmos essa meta, afinal, apenas políticos corruptos não veem com bons olhos tal prioridade a educação.