quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

2012: O ano profetizado às mudanças

Mais um ano novo, e como sempre, temos os velhos desejos, recebemos as velhas mensagens de paz, alegria, saúde, etc. Num paradoxo cômico, começamos o ano novo com pensamentos velhos. Não surpreendente fosse se esse texto repetisse palavras antigas, uma espécie de cópia de texto já tão batido no milênio passado. Mas vamos pensar um pouco diferente, não que eu queira desejar o inverso do consensual, mas vamos ponderar sobre a visão cíclica e quão pode ser assustador essa mudança de ano que presenciamos. 
Ciclo, palavra essa que pode soar estranho para o ouvido de muitos, podemos tê-lo apenas como uma visão abstrata de tempo, afinal, todo ano começa em janeiro e termina em dezembro, isso é um ciclo, como são os ciclos das estações do ano. Porém, apesar de vivermos em eterno ciclo o que mais predomina no pensamento coletivo é o tempo linear, ou seja, começamos nossa contagem com o nascimento de Cristo, e inevitavelmente esperamos um fim, que se dará com sua volta, o que na bíblia está descrito como o “Apocalipse”. 
E é nesse convergir de noções de tempo que faz 2012 ser temido, principalmente por se dá o fim do quinto e último ciclo do calendário de uma civilização perdida, a civilização Maia. Pode parecer absurdo, mas tal fim de ciclo, que se dará no dia 21 de dezembro de 2012, coincide com um raro alinhamento cósmico, sem contar com o a aumento das explosões solares entre outras coincidências que fazem com que conspiracionistas e místicos do mundo temer o fim do tempos, 2012, para eles, pode ser o fim para raça humana. 
Porém, não querendo aterrorizar o leitor, muito menos coadunar e respaldar com tais teorias, prefiro focar nos ciclos e o que ele pode significar nesse ano. Como disse, o calendário Maia é cíclico, logo não prevê um fim do mundo, mas, um novo começo. Pensar nas coisas como cíclicas não é típico do pensamento ocidental, afinal, isso seria negar a morte, seria negar o nosso dia a dia, a busca pelo melhor, pelo progresso, pelo futuro. Por fim, só cremos no melhor quando há uma linha contínua e crescente de realidade. 
Vivemos em ciclos, mesmo que isso seja difícil de compreender. E cada reinício presenciamos a queda do antigo, vemos o que é sólido se desmanchar no ar. Porém, a mudança nem sempre se configura uma melhora, numa visão cíclica essa noção de melhor e mais avançado não faz sentido, porém é indubitável que todos os impérios caíram para o início de outros. Não será diferente de tudo que conhecemos na sociedade. Enfim, 2012, como todo ano, pode significar um marco de uma nova mudança, não sei se por coincidência, mas nesse ano, no Brasil, temos eleições, mudanças realmente podem estar por vim, impérios e grupos novamente podem cair.

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